terça-feira, 14 de junho de 2016

GEOGRAFIA: Transportes -( Parte 1 )-

Nos dias atuais, é possível afirmar que o desenvolvimento econômico e social de qualquer território depende da intensidade, da densidade e da qualidade de vida da sua rede de transportes, isto é, de sua matriz de transportes. 

Essa matriz corresponde ao conjunto dos principais modais de transportes de um país utilizados para transportar mercadorias e pessoas. Com adequação e planejamento estratégico correto chega-se a uma matriz ideal, que é aquela que permite o deslocamento no menor tempo e com preços melhores, tornando os produtos ou serviços mais competitivos.

A matriz de transportes do Brasil é considerada inadequada, tornando-se, por isso, ineficiente. Considerando-se as dimensões territoriais do país, o grande volume de commodities transportados e o alto custo de manutenção do transporte rodoviário, conclui-se que, para o Brasil, a melhor opção de transporte seria privilegiar o sistema ferroviário e o aquaviário, bem mais baratos e capazes de transportar mais produtos e com menos índice de poluição.


A melhor matriz para um país deve considerar as distâncias a serem percorridas e as necessidades econômicas, coordenando os mais importantes modais de transportes: o aéreo, mais caro; o rodoviário, com custos intermediários; o ferroviário, que apresenta custos bem menores; sem descartar o hidroviário e o uso dos sistemas dutoviários.

Para exemplificar os malefícios de se utilizar uma matriz de transportes inadequada e desequilibrada, podemos tomar o elevado custo dos transportes no Brasil. Esse custo não interfere apenas nas exportações, mas também é repassado ao consumidor final. Com custos elevados, entra a lógica do mercado: com preços maiores, vende-se menos, ao diminuir o consumo, o comércio demite, a indústria corta a produção e também demite, assim, cai a produção de matéria-prima, que será cada vez menos necessária. Mas, no final das contas, o setor que mais perde é o próprio setor de transportes, já que, sem venda, não há produção de bens ou de matéria-prima, reduzindo os produtos que serão transportados. 


TRANSPORTE RODOVIÁRIO:

Detém o primeiro lugar no deslocamento de mercadorias e de pessoas. O automóvel é o meio de transporte individual que, de maneira geral, permite maior autonomia e mobilidade. Apesar das vantagens do transporte rodoviários, este apresenta alguns inconvenientes, como: 
  • A grande área que as rodovias ocupam.
  • O grande consumo de combustível.
  • Maior poluição ao meio ambiente.
  • Contribui para a acentuação do efeito estufa e para o desgaste das estradas em razão da necessidade constante de reparos.
Retomada histórica >>> No Brasil, as estradas brasileiras ficaram em segundo plano entre 1860-1920, em razão de ter sido essa a época de grande desenvolvimento das ferrovias como forma de ligar as áreas produtoras agrárias aos portos no litoral. Porém, o declínio da ferrovia no país foi decretado pelo então presidente Juscelino Kubitschek, com a implantação da indústria automobilística no país, na década de 1950. 

Na década de 1970, o transporte rodoviário sofreu um de seus mais duros golpes: as chamadas crises do petróleo, que ocorreram em 1973 e em 1979. Nessa época, o sistema ficou muito abalado, surgindo assim várias pesquisas que visavam a desenvolver novas formas de energia. O petróleo é a matéria prima da principal fonte de energia usada no sistema rodoviário e é também matéria-prima para a fabricação do asfalto que pavimentava as estradas.

Apesar de ser o transporte mais usado no Brasil, o transporte rodoviário é mal servido no que diz respeito à abrangência e à eficiência. Alguns aspectos da ineficiência desse transporte são listados a seguir.
  • excesso de vegetação nos acostamentos;
  • animais na pista;
  • buracos e rachaduras no asfalto;
  • falta de pavimentação;
  • problemas de sinalização
É preciso considerar que a precariedade das rodovias reduz a vida útil das peças dos caminhões, aumenta o tempo de viagem e encarece o frete, elevando, assim, os custos das mercadorias, o que compromete as exportações dos produtos brasileiros. 



Fontes: Sistema de Ensino Bernoulli, Sistema de Ensino Poliedro, Canal Logística Brasil, Canal Edu Gonzaga.

domingo, 12 de junho de 2016

BIOLOGIA: Filo #2 - Cnidários

Os cnidários ou celenterados incluem hidra, água-viva, coral, anêmona, caravela-portuguesa. São exclusivamente aquáticos e predominantemente marinhos.
  • Eucariontes (possuem envoltório nuclear)
  • Pluricelulares (metazoários)
  • Heterótrofos
  • Simetria radial
  • Diblásticos
  • Protostômios (formam apenas um orifício - boca)
  • Formam tecidos

Possuem duas formas básicas: pólipo e medusa.

Pólipo - Têm forma tubular, geralmente sésseis (fixos) e de colorido brilhante. Ex: corais, hidra, anêmona-do-mar.
Corais
Anêmona-do-mar (filme Procurando Nemo)
Movimento das hidras


Medusas - Possuem forma de guarda-chuva. São de natação livre (móveis), com diferentes colorações. Ex: águas-vivas.

Dory toca região das águas-vivas com ausência de cnidócitos


Água-viva Wallpaper Download
Água-viva


Caravela portuguesa











Os celenterados têm o corpo formado por duas camadas de células: epiderme (camada mais externa) e gastroderme. Entre essas duas camadas, fica a mesogleia, material gelatinoso que mantém unidas a epiderme e a gastroderme.


Os cnidários têm células típicas denominadas cnidoblastos, cada uma delas dotada de uma cápsula chamada nematocisto, que contém um líquido urticante e um tubo enrolado em seu interior. Quando o cnidoblasto é estimulado pelo toque ou por algumas substâncias químicas, ocorre a liberação do tubo enrolado, por cuja extremidade é expelido o líquido urticante. Esse líquido é utilizado na defesa e na captura de presas. Em seres humanos pode causar lesões dolorosas na pele ou mesmo a morte, decorrente do envenenamento ou do afogamento da pessoa.


Em alguns celenterados, como os corais, a epiderme secreta um exoesqueleto de calcário e substâncias orgânicas. Em outros, como a água-viva, o corpo é mole, porque não possuem esqueleto de sustentação. 

Nos celenterados, o grau de organização é superior a dos poríferos em vários aspectos.
  1. Há um sistema digestório: Formado por um tubo digestório incompleto que, por sua vez, é constituído pela boca e pela cavidade gastrovascular. O alimento capturado pelos tentáculos é introduzido na cavidade onde, por ação de enzima digestivas produzidas, é parcialmente digerido.
  2. Há um sistema nervoso difuso: Nos celenterados temos a primeira evidência evolutiva de um sistema nervoso. Alguns ocelos (corpúsculos capazes de detectar maior ou menor intensidade de luz) e órgãos de equilíbrio.
  3. Alguns apresentam gônadas: (Ovários e testículos). Nos celenterados temos, então, a primeira ocorrência evolutiva de gônadas (glândulas sexuais).
Sistema respiratório, circulatório e excretor inexistem nos celenterados. A distribuição de nutrientes se faz por difusão entre as diversas células do corpo, assim como as trocas gasosas (O2 e CO2) e a eliminação de excretas nitrogenadas também se faz por simples difusão.

Reprodução: Pode ser assexuada ou sexuada, ocorrendo em certas espécies o fenômeno da metagênese (alternância de gerações)

Assexuada> Divisão binária (bipartição) / brotamento (gemiparidade) ou ainda por estrobilização.



Sexuada> Se faz por fecundação que, dependendo da espécie pode ser interna ou externa. O desenvolvimento pode ser direto (hidra) ou indireto, como ocorre em muitas espécies que formam uma larva ciliada conhecida como plânula.


OS CORAIS: (Muito importante!!!)


Questão ENEM - 2014: Parte do gás carbônico da atmosfera é absorvida pela água do mar. O esquema representa reações que ocorrem naturalmente, em equilíbrio, no sistema ambiental marinho. O excesso de dióxido de carbono na atmosfera pode afetar os recifes de corais.

O resultado desse processo nos corais é o(a)
a) seu branqueamento, levando à sua morte e extinção.
b) excesso de fixação de cálcio, provocando calcificação indesejável.
c) menor incorporação de carbono, afetando seu metabolismo energético.
d) estímulo da atividade enzimática, evitando a descalcificação dos esqueletos.
e) dano à estrutura dos esqueletos calcários, diminuindo o tamanho das populações.
Resposta: E
A redução do PH da água do mar danifica o exoesqueleto calcário, reduzindo o tamanho das populações dos cnidários (corais) formadores de recifes.
Revisão básica:


Fontes: Sistema de Ensino Poliedro, Sistema de Ensino Bernoulli, Canal Coral Vivo, Canal Sistema de Ensino Poliedro, Canal Preparação Digital, Canal o Kuadro.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

GEOGRAFIA: Noções de Climatologia -( Parte 1 )-

Para estudarmos os climas do Brasil e do mundo, é necessário, primeiramente, entender o que vem a ser o clima de um lugar. Para cumprir essa tarefa, costuma-se diferenciar o conceito de clima e do tempo, pois, ambos apesar de diferentes, são complementares.

Tempo é o estado geral da atmosfera em um determinado instante. Ex: chuvoso, nublado, ensolarado, entre outros.
 
Clima é a condição predominante de temperatura e umidade. Ex: tropical, semiárido, equatorial, entre outros.

A ATMOSFERA

Podemos definir "atmosfera" como a camada gasosa que envolve nosso planeta; acompanha-o em todos os seus movimentos e possui algumas funções:
  • Filtro: 2/3 dos raios solares são barrados por essa espessa camada gasosa, evitando assim, que os raios nocivos à vida terrestre cheguem à superfície.
  • Proteção: protege a Terra da incidência de corpos estranhos ao ambiente terrestre. Ex: fragmentos de astros.
  • Temperatura: conserva o calor emitido pela Terra durante o dia, à noite, evitando rápido esfriamento. 
Composição química da atmosfera:

Até a altitude de 25 km, a composição química da atmosfera apresenta:

Nitrogênio        78% 
Oxigênio           21%
Outros gases     1%   

Até 22 km, o oxigênio, gás fundamental à vida na Terra, apresenta-se percentualmente constante. A partir dessa altitude, até 80 km, há uma diminuição gradativa. 

A atmosfera e suas camadas:
  • Troposfera - As condições climáticas acontecem na camada inferior da atmosfera, chamada troposfera. A partir do aquecimento dessa camada, podem ocorrer correntes de convecção que se formam devido às condições de temperaturas e de densidades diferentes.
  • Estratosfera - É nessa camada que encontraremos o ozônio que apresenta concentração a, aproximadamente, 22 km acima da superfície terrestre, filtrando os raios ultravioleta oriundos do Sol e, consequentemente, provoca um aumento de temperatura na parte superior desta camada.
  • Mesosfera - Temperaturas abaixo de 100 ºC negativos. A parte inferior é mais quente porque absorve calor da estratosfera.
  • Termosfera - É  a camada mais quente, uma vez que as raras moléculas de ar absorvem a radiação do Sol.
  • Ionosfera - É composta por gases invisíveis, sendo que durante o dia ela chega a 50 km da superfície do planeta, contudo, durante à noite, sem a presença do Sol, ela fica a 500 km da superfície. Esta camada influencia diretamente nas ondas de rádio AM (amplitude modulada).
  • Exosfera - O ar é muito rarefeito e as moléculas de gás ''escapam'' constantemente para o espaço. Por isso é chamada de exosfera (parte externa da atmosfera).

Fontes: Editora Soma, Sistema de Ensino Poliedro.

terça-feira, 7 de junho de 2016

BIOLOGIA: Grandes Reinos - FUNGI

O reino dos fungos é o segundo maior grupo dos seres vivos, suplantado apenas pelos insetos. O maior organismo na Terra, hoje, é um fungo decompositor de raízes que ocupa 600 hectares de floresta de Mount Adams, no Estado de Washington.

Características gerais dos fungos:

  • Eucariontes (possuem envoltório nuclear)
  • Heterótrofos 
  • Aclorofilados (não realizam fotossíntese ou quimiossíntese)
  • Podem ser unicelulares (leveduras) ou pluricelulares (cogumelos, orelha-de-pau)
  • Muitos se comportam como parasitas.
  • Alguns atuam como decompositores (reciclagem da matéria orgânica)

As células dos fungos têm reserva energética constituída por glicogênio, e sua parede celular é composta por quitina (polissacarídeo nitrogenado também presente no exoesqueleto de artrópodes). 

Os fungos realizam digestão extracorpórea, desprendendo enzimas digestivas para o ambiente, onde é realizada a digestão do alimento. Os produtos da digestão são absorvidos e empregados em seu metabolismo.


HIFAS:

As hifas são estruturas típicas dos fungos pluricelulares, com o aspecto de longos filamentos tubulares. Elas crescem juntas e emaranhadas, constituindo uma massa de filamentos denominada micélio. 

Nos fungos, o micélio pode ficar escondido abaixo da superfície do substrato (nutriente, solo, entre outros), formando um micélio extenso, ou pode aparecer na superfície, caso em que as hifas formam estruturas complexas, denominadas corpos de frutificação, como ocorre nos cogumelos e nas orelhas-de-pau.

ESPOROS:

Os fungos normalmente se reproduzem por esporos, que são células reprodutivas capazes de desenvolver-se em um indivíduo adulto sem que ocorra fusão com outra célula. Os esporos podem ser mitóticos ou meióticos. esse últimos são considerados sexuados, pois, na sua formação, ocorre meiose, com recombinação gênica (fusão de hifas).

Classificação dos fungos:

Zigomicetos: (não formam corpo de frutificação)

Principais representantes:
Rhizopus - Desenvolvem-se sobre pães, bolos e biscoitos envelhecidos, frutas, flores e sementes, causando podridão mole.
Glomus - Associam-se com raízes dos vegetais (micorrizas) - mutualismo

Processo de reprodução assexuada dos zigomicetos


Ascomicetos: (formam corpo de frutificação) - São economicamente importantes, pois estragam nossos alimentos, atacam as frutas, muitos são comestíveis e outros utilizados na fermentação de bebidas.

Principais representantes:
Penincilium notatum - obtenção do antibiótico penincilina. Foi descoberto por Alexander Fleming em 1929, causa o bolor verde da laranja.
Sacharomyces cerevisae - lêvedo ou levedura. Utilizado na fermentação dos pães como fermento biológico, na indústria de bebidas alcoólicas.
Tuber - trufa.

Trufas
Penicillium
Basidiomicetos: (formam corpo de frutificação) - Suas estruturas são conhecidas como chapéu-de-sapo ou guarda-chuva. Formam esporos.
Orelha-de-pau

Principais representantes: (Cogumelos, orelhas-de-pau)
Amanita phalloides - Extremamente venenoso
Agaricus campestris - Comestível, conhecido como champingnon
Polyporus - Orelha-de-pau: decompositor de cercas
Lentinula - Shiitake (comestível)
 
Shiitake
Amanita
  










Deuteromicetos: São os fungos que não foram classificados em nenhuma das classes existentes. É uma área de espera para as espécies cuja posição taxonômica ainda está para ser resolvida. Atualmente, cerca de 15 mil espécies estão nesta classe. São encontradas nos mais variados ambientes, existindo espécies parasitas, e decompositoras.

Principais representantes:
Candida albicans - causador da candidíase ou sapinho, micose de mucosas (boca, vagina). A infecção pela cândida é muito comum quando há uma diminuição da imunidade como em mulheres grávidas e em recém-nascidos portadores do vírus HIV-AIDS. Seus esporos, quando inalados, podem atingir os pulmões, causando lesões graves.

Dermatrófitos - causadores da micose, pé-de-atleta.

Trichoderma - é comum nos solos. produz enzimas que degradam a celulose e é utilizado pelas indústrias de confecções para dar aos jeans stone-washed o aspecto de lavado; as mesmas são adicionadas aos detergentes para ajudar na remoção de manchas.

IMPORTÂNCIA DOS FUNGOS

Indústria alimentícia: Vários tipos de cogumelos ricos em vitaminas do complexo B, sais minerais e proteínas, queijos Roquefort, Gorgonzola, fermentação de pães, produção de glicerina, vitamina C, amilases.

Indústria farmacêutica: Obtenção de inúmeras drogas alucinógenas, alergênicas e antibióticos.

Indústria de bebidas alcoólicas: Leveduras são utilizadas na fabricação de cervejas, vinhos, aguardentes.

Decompositores: Os compostos de nitrogênio e de carbono, além de outros que que eles liberam a partir de organismos mortos, contribuem significativamente para a reciclagem de substâncias nos ecossistemas.

Mutualísticos: Realizam relações de mutualismo com certas algas para a formação dos liquens e se associam com as raízes de várias plantas - as micorrizas. Os fungos, através da decomposição, aumentam o teor de nutrientes inorgânicos  no solo para os vegetais e, em contrapartida, as plantas lhe fornecem matéria orgânica.

Patogenicidade: Provocam várias doenças nos seres humanos, como a candidíase ou sapinho, frieiras, entre outros (relevantes para estudo de nível superior). Nas plantas, as verrugas em batatas; ferrugem do café, carvão do milho, esporão do centeio.
Carvão do milho
Ferrugem do café 
          
Esporão do centeio

Micoses superficiais > atingem apenas os tecidos queratinizados da pele, os cabelos e as unhas.

Micoses subcutâneas> afetam as camadas da pela abaixo do tecido queratinizado, podendo se disseminar para os vasos linfáticos.

Micoses sistêmicas > afetam os órgãos internos, causando lesões significativas.



Fontes: Editora Soma, Sistema de Ensino Poliedro, Sistema de Ensino Bernoulli

domingo, 29 de maio de 2016

SOCIOLOGIA #1 - ÉMILE DURKHEIM

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O positivista Émile Durkheim é considerado o fundador da Sociologia Moderna. Para ele, a Sociologia é uma ciência independente e seu objetivo são os fatos sociais, que estruturam a realidade social sendo exteriores aos indivíduos e formando uma realidade específica que exerce sobre esses: uma força (coerção). Segundo o pensador francês, o homem é um animal que só se humaniza pela socialização e a causa de cada fato social deve ser procurada entre os fenômenos sociais que o antecederam. 


FATOS SOCIAIS:

É o que é geral e o que se repete na maioria dos indivíduos. Para Durkheim, o fato social é exterior aos indivíduos, isto é, toda e qualquer sociedade possui regras de comportamento, como sentar-se à mesa para uma refeição, respeitar as pessoas mais velhas, não jogar lixo em local impróprio. Independente da nossa vontade ou escolha, a sociedade em que vivemos nos impõe determinações que podem se manifestar nas leis ou mesmo no idioma local, nas formas de construir moradias, de se vestir ou mesmo no formato familiar. 

Características:
  • Coerção social: Força que os fatos sociais exercem sobre os membros de uma sociedade, levando-os a respeitar as normas ou regras sociais, independente da vontade e escolha do indivíduo. Caso ele não siga as imposições sociais, estará sujeito a sanções (punições) legais ou espontâneas.

Nesse sentido, a educação é um dos exemplos de fato social preferidos por Durkheim, pois desempenha importante papel ao transmitir as regras de comportamento social, transformando-se em hábitos, seja a educação recebida em casa (informal), seja a obtida nas escolas (formal). 
 

  • Generalidade: Uma vez que os atos repetem-se entre os indivíduos de uma composição social, transparecendo sua natureza comum e coletiva. É  o caso da linguagem, da moral, da culinária, das habitações, dos valores e das vestimentas.


Neutralidade científica:

  • Segundo Durkheim, o cientista social deve manter distância e neutralidade sobre o fato social estudado, o que significa dizer que os sentimentos e os valores pessoais do profissional não devem interferir no objeto de estudo, sob o risco de distorção do fato observado. A subjetividade não deve prevalecer sobre suas investigações.

  Correntes Sociais: Grandes manifestações de entusiamo, indignação, piedade, entre outros. Chegam a cada um de nós do exterior e não tem sua origem em nenhuma consciência particular. São suscetíveis de nos arrastar, mesmo contra a nossa vontade. Após sua passagem percebemos como sofremos e não produzimos esses sentimentos, e, por vezes, nos sentimos estranhos.

  Solidariedade Mecânica: Sociedades ditas "primitivas" ou "arcaicas". Nelas, os indivíduos que as integram compartilhas das mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas quanto no que se refere aos interesses materiais necessários à subsistência do grupo. Há forte consciência coletiva e pouca diversidade. Indivíduos se sentirão ''da parte pelo todo''. Exemplo: Indígenas.

  Solidariedade Orgânica: Predominante nas sociedades ditas ''modernas'' ou ''complexas'' do ponto de vista da maior diferenciação individual e social (capitalismo). Apesar de não compartilharem os mesmos valores, crenças sociais, os interesses individuais são bastante distintos e a consciência de cada indivíduo é mais acentuada. Isso se deve à divisão do trabalho. A consciência coletiva se resolve na percepção de que todos são indivíduos. Exemplo: Especificação de carreiras e profissões que mesmo possuindo funções diferentes, se completam em suas atividades quando se relacionam entre si.


Críticas aos pensamento de Durkheim:

  • Visão idealizada da sociedade.
  • Ênfase na neutralidade durante a análise dos fatos sociais, o que é considerado improvável, visto que sempre haverá um teor subjetivo durante as pesquisas.
  • Visão de uma sociedade que teoricamente não se modifica ao longo dos anos. No entanto, os costumes, as crenças, os comportamentos e valores estão sob constantes transformações.



Fontes: Sistema de Ensino Poliedro, Canal Sistema de Ensino Poliedro.

terça-feira, 24 de maio de 2016

BIOLOGIA: Filo #1 - Poríferos

   As esponjas pertencem ao grupo dos poríferos. Durante muito tempo foram consideradas como plantas, devido ao fato de viverem fixadas e terem uma aparente imobilidade. Atualmente são classificadas como Parazoários.
  • Eucariontes (possuem envoltório nuclear)
  • Pluricelulares (possuem mais de uma célula)
  • Heterótrofos
  • Assimétricos ou simetria radial
   Todos os representantes do filo Porifera são aquáticos, a maioria marinha. 
   São sésseis, isto é, vivem fixados ao fundo do ambiente como em rochas, corais ou conchas.
   São conhecidos como animais filtradores.

   Organização muito simples, uma vez que suas células não formam tecidos definidos e nem se agrupam em órgãos.

   Não há cavidade digestória nem sistema nervoso, sistema endócrino e sistema circulatório.

Pinacócitos: Formam revestimento externo do corpo.
Coanócitos: Células flageladas que formam a parede interna. Responsáveis pela captura e digestão de alimentos (em conjunto com os amebócitos). Os batimentos dos flagelos impelem a água, garantindo, assim, uma contínua circulação desta.
Amébócitos: Podem se transformar em outras células. Seria uma espécia de "célula tronco" da esponja.
Porócitos: Células que formam os poros da superfície do corpo, ou seja, óstios.
Escleroblastos: Células formadoras de espículas. As mesmas, juntamente com as fibras de espongina, formam a estrutura de formação do corpo, ou seja, o esqueleto do porífero.

 Nutrição: Digestão intracelular. Captura de alimento por meio dos amebócitos e substâncias distribuídas por difusão.

 Respiração: Feita por difusão direta dos gases (O2 e CO2) através da membrana plasmática.

 Reprodução: Assexuada >>> Brotamento ou Gemiparidade

Regeneração (mesma técnica de alguns equinodermos)

Gemulação (forma de sobrevivência em condições desfavoráveis na natureza)

Sexuada >>> Fecundação cruzada. Podem ser monoicas ou dioicas.



     Importância comercial: As esponjas produzem substâncias tóxicas como forma de defesa contra predadores. A partir desses produtos, têm sido obtidos vários medicamentos. O AZT, por exemplo, um medicamento contra o vírus da Aids, foi sintetizado a partir de substâncias químicas descobertas em uma esponja típica dos recifes de corais do Caribe.
Recentemente, foram descobertas as substâncias baliclonaciclamina e arenosclerina A, B e C, produzidas por esponjas, que têm ação citotóxica e antibiótica contra bactérias resistentes a antibióticos, como as que causam infecções hospitalares.
Na espécie Aplysina caissara, exclusiva do Brasil, foi detectado um alcaloide com propriedades antitumorais, ou seja, que pode ajudar a combater tumores.

Fontes: Editora Bernoulli, Sistema Poliedro de Ensino, Biologia Hoje Vol 2, Canal O Kuadro.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Tema 1 (Anglo) > As conquistas e os obstáculos da saúde pública no Brasil.

             Criado a partir da Constituição Federal de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS), surgiu com a finalidade de garantir o atendimento médico gratuito de qualidade para a população brasileira, ampliando o campo de atuação em todo o território nacional. Desde a sua implantação, é notória as evidências das conquistas estabelecidas pelo programa, decorrente dos altos custos investidos, assim como os entraves que ainda perpetuam durante esses anos, marcados principalmente pelas falhas na gestão dos recursos. Todo esse esquema, que não reproduz literalmente a proposta apresentada no fim dos anos 80, compromete o planejamento de saúde do país, o que exige melhorias concretas para o avanço do sistema.
            O Brasil conta com mais de seis mil hospitais credenciados no programa do SUS, mas, mesmo com os espaços em operação, problemas como escassez de leitos, falta de profissionais e carência de medicamentos básicos dificultam a universalização do atendimento em várias cidades. É dentro dessa ótica que aparece o descontentamento da população com a demora na realização de consultas, cirurgias, transferências e internações, fator no qual leva ao agravamento de pacientes nas filas e corredores hospitalares. Neste caso, é necessário pontuar que o atraso da atuação médica e da gestão administrativa pode levar a óbito indivíduos que deslocam à procura de algum pronto-socorro que possa oferecer um atendimento imediato e que também comporte a quantidade de doentes no local, situação bem distinta daquela esperada pela Constituição.
                  Outro ponto a ser ressaltado refere-se ao considerável desempenho da saúde brasileira na erradicação de doenças que antes eram consideradas uma ameaça ao bem estar da população. Porém, dados apesentados pela mídia na última década alertaram para o foco da regionalização ao acesso à especialistas da área em decorrência da remuneração recebida em cada estado. Devido a isso, o governo criou o programa Mais Médicos, que tem como principal objetivo levar profissionais, entre esses, estrangeiros, para municípios localizados em regiões do Norte e Nordeste, além de investir em novas vagas de graduação e residência nos cursos de Medicina e priorizar recursos financeiros do programa de financiamento estudantil (Fies) para áreas da saúde.
                  Em suma, com o intuito de amenizar os problemas atrelados ao atendimento público, algumas das possíveis soluções seria a maior fiscalização dos recursos financeiros repassados para os estados e municípios através do Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Fazenda, uma vez que o valor arrecadado é derivado do PIB brasileiro, evitando desvios de verbas destinadas à compra e manutenção de aparelhos e materiais hospitalares. Outra proposta seria a ampliação da construção de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA's) em cidade que apresentam uma maior necessidade de sua presença devido à população absoluta, o que resultaria na diminuição das filas nos pronto-socorros. Ademais, a remuneração adequada aos profissionais da saúde nas regiões Norte do país ajudaria na fixação dos mesmos nos municípios mais pobres, atraindo mais médicos e amenizando a migração de outros para as áreas mais desenvolvidas do Sul e Sudeste do Brasil.